As recentes tensões geopolíticas no Oriente Médio interromperam as cadeias de suprimentos petroquímicos, levando à redução da disponibilidade de resina de tereftalato de polietileno (PET). Isso gerou efeitos em cascata em diversos setores que dependem de embalagens plásticas para bens de consumo do dia a dia.
No início de abril, alguns consumidores na Malásia relataram dificuldades para encontrar certos produtos embalados. Pelo menos uma empresa de laticínios esclareceu que o problema não se devia à escassez de leite, mas sim à falta de garrafas de plástico.
"De fato, há um impacto real", disse um executivo da empresa. "Quando ocorre uma crise como esta, os preços sobem e o fornecimento fica difícil de obter."
O desafio vai além do setor lácteo. Produtos que vão desde óleo de cozinha e xampu até produtos de limpeza e bebidas embaladas dependem de embalagens à base de PET.
Segundo um representante do setor, os preços da resina na Ásia teriam aumentado entre 15% e 40%, elevando os custos de produção de garrafas plásticas em até 30%. Alguns fabricantes agora estão oferecendo preços mais altos ou estendendo os prazos de entrega.
"Sem embalagens adequadas, os fabricantes não podem garantir a frescura ou a distribuição do produto – mesmo que o próprio produto esteja disponível", observou o representante.
Pressões semelhantes na oferta foram observadas em outros mercados asiáticos, incluindo Taiwan e Coreia do Sul, onde os preços de certos produtos plásticos aumentaram ou os consumidores começaram a estocar itens básicos de plástico.
A situação chamou a atenção para o papel, muitas vezes negligenciado, das embalagens plásticas nas cadeias de suprimentos modernas.
Fonte: Adaptado de "Leite sem garrafa: Guerra EUA-Irã causa escassez de resina plástica e crise de embalagens na Malásia" – Malay Mail, 9 de abril de 2026. Reportagem original do Malay Mail.